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11/24/2005 05:24:00 PM |
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Brasil desplugado
Mais da metade dos brasileiros nunca usou computador, diz pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, divulgada nesta quinta-feira, revela que 55% da população brasileira nunca utilizou um computador, e 68% nunca acessou a Internet. No extremo oposto 13,8% dos brasileiros usam o PC diariamente e 9,6% acessa a web com essa freqüência.
Apesar de sermos maioria no Orkut, nem metade da população usa computador. Não é novidade, tendo-se em vista que somos um país é pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré. Pela alta concentração de renda e desequilíbrio social que vivemos, o percentual de analfabetos digitais até que está pequeno.
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11/04/2005
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11/04/2005 09:48:00 AM |
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Nostalgia ainda que tardia
Você sabe que está ficando mais velho quando se pega lembrando do passado, aquela nostalgia que te deixa parado olhando pro vazio...
Hoje vendo o curriculo do Maurinho me lembrei de muita coisa que fizemos juntos. Um marco na carreira profissional foi o CD-ROM que fizemos para o Projeto Tamar. O que hoje parece coisa amadora, na época rendeu uma grande conquista...o CD foi um dos que representou o Brasil no Prix Möbius International des Multimédias de 1996, na França. O Prêmio tinha (e ainda tem) o objetivo de premiar os melhores trabalhos de multimídia produzidos internacionalmente nos domínios da educação, da cultura e da ciência.
Cada país participante tinha sua comissão julgadora. Na época a produção multimídia nacional ainda era pequena, participaram da seleção quarenta e nove trabalhos. O detalhe é que não foi um concurso aberto ao público, ou seja, os trabalhos não foram inscritos e sim selecionados pela comissão.
Tenho o "Tartarugas Marinhas do Brasil" até hoje, vez ou outra coloco pro meu filho brincar. Analisá-lo é uma tarefa difíci, já que apresenta poucos recursos e algumas soluções ficaram aquém do ideal, meio que só na promessa, em face da dificuldade de execução versus tempo disponível. A equipe era basicamente de estudantes de design e informática, todos aprendendo na prática como se fazia multimídia, sem nenhuma preparação do que os conhecimentos acadêmicos. Havia o coordenador do projeto e uma gerente que cuidava da parte de conteúdo, junto ao pessoal do Tamar. Mesmo assim, tivemos uma fase enorme de projeto de planejamento e conceituação, elaboração de soluções tanto de conteúdo como gráficas. Acho que graças a isso o resultado saiu tão bom.
Acho que foi um dos poucos trabalhos dos quais participei onde o senso de equipe esteve realmente presente. Nada era produto de um, tudo era resultado do trabalho em grupo. E muito trabalho: os jogos, animações, programação em director (o coitado do programador teve que estudar tudo do zero), captura e edição de filmes (escolhas dos melhores formatos de compressão, testes, teste e testes), gravação e edição de áudio, criação de trilhas sonoras, ilustrações, produção gráfica...nossa! Em termos de infra-estrutura, a máquina mais possante era um DX2-66, se não me engano com 32Mb de RAM, que virava a noite renderizando imagens do 3D-Studio. Ainda existia o Photostyler, concorrente do Photoshop que foi comprado pela Adobe e descontinuado imediatamente.
Voltando no tempo, a proposta foi ousada e virou referência no mercado da época. Em uma outra oportunidade meu irmão conheceu um dos membros do comitê, que veio a ser sua orientadora em sua iniciação acadêmica. Comentando sobre seu histórico profissional, sem saber de quem se tratava, tomou um susto quando citou que era um dos responsáveis pelo CD-ROM. Soube então que o CD havia deixado o comitê de avaliação do Prêmio fascinado, sendo citado como referência da produção nacional e internacional daquele ano.
Lembranças de uma época mais alegre e divertida.
"PRÊMIO MÖBIUS BRASIL 96
Naquele ano foram inscritos quarenta e nove trabalhos, ou seja um aumento de 200% em relação ao ano passado. Por problema de patrocínio, o festival não foi aberto ao público, os CDs foram avaliados por uma comissão de seleção, formada por : André Parente (ECO/UFRJ), José Ripper Kós (PROURB/UFRJ), Tamara Tania Cohen Egler (IPPUR/UFRJ), e Rejane Spitz (PUC-RJ).
Após a avaliação foram indicados os dois melhores sistemas multimídia; foram eles: Tartarugas marinhas do Brasil e Sartori. A etapa de Paris correu nos dias 24, 25 e 26 de Setembro de 1996."

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