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10/20/2005
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10/20/2005 09:10:00 AM |
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A empáfia dos cadastros online brasileiros
Recentemente cadastrei-me no site Comunique-se no intuito de ler uma matéria. É um daqueles sites que você é obrigado a fazer um cadastro gratuito para ter acesso às matérias. Mas, ao preencher o cadastro, deparo como campo obrigatório o CPF. Coloquei um CPF válido, criado por mim para poder efetuar o cadastro e consegui ler a tal matéria. No dia seguinte, recebo um email do administrador informando que verificaram o nº de CPF com o nome cadastrado na Receita Federal e que as coisas não batiam, então meu pré-cadastro havia sido apagado para que eu me recadastrasse com dados corretos.
Isso me fez pensar em duas coisas: primeiro, ponto pros caras que verificam quem está se cadastrando. Mas logo em seguida pensei, menos dez pontos pros caras...pra que diabos eles tem que saber meu número de cadastro na Receita Federal??? Sites de muito maior porte como a Amazon funcionam a anos, muito bem obrigado, sem precisar desse tipo de informação. Meu nome e meu email são mais do que o suficiente.
No Brasil, virou moda validar a existência de um cadastro através de CPF, um número muito particular que diz respeito só ao Governo Brasileiro ou qualquer transação bancária, talvez. Uma moda infeliz, na minha opinião, uma vez que aqui no Brasil os dados cadastrais são quase públicos, tamanha a comercialização para mala-direta.
O Brasil tem muito o que amadurecer na web.
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10/18/2005
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10/18/2005 08:43:00 AM |
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Reflexões sobre o referendo
Conforme velha fórmula dos autores famosos, vamos abrir o post com um fato curioso para ganhar a simpatia dos leitores.
Estava eu, em pleno sábado, na XX Olimpíada do Curso Marly Cury (escola do meu filho), assistindo a abertura, as crianças cantando músicas e fazendo coreografias que deixam os pais com lágrimas nos olhos. Das arquibancadas, eu acenava com a bandeira verde, do time do meu filho. Em um momento de intervalo de uma apresentação de ginástica rítmica, vira-se pra mim um pai que estava ao meu lado e pergunta num rompante, em tom quase ameaçador:
- Já decidiram em que vão votar no referendo? - Hein? Ah, hum...não, ainda estamos indecisos...VERDEEEEE!!! VEEEEEERDEEEE!!!
E tratei logo de virar pro lado e acenar bandeirinha, pra me livrar daquela armadilha. O cara realmente achava que eu ia cair nessa, de expressar minha opinião ali, pra ele ficar me alugando caso minha escolha fosse diferente da dele? Sai pra lá Exu!!
Em primeiro lugar, o voto é secreto, um direito meu de não informar a ninguém o que escolhi. Em segundo lugar, porra, no meio da primeira olimpíada do meu filho o cara vem com um papo brabo desses? Vai se catar!!
Discutir referendo parece como discutir futebol. Os ânimos se exaltam, grita-se muito, amigos ficam de mal, e no final ninguém muda de opinião. E ninguém entende nada de futebol, quanto mais de segurança pública.
É obvio que essa campanha do referendo está sendo conduzida da pior maneira possível. Campanha de massa, textos lugar-comum, emocionais e vazios de conteúdo. Imagens baratas, associações rasas, um lixo. E, quem não corre atrás da informação, fica na ignorância, só com a sensação de que tem alguma coisa errada nessa história toda.
Como gosto sempre de ir na fonte, procurei o texto do Estatuto do Desarmamento (Lei nº. 10.826/03). Aconselho a leitura antes de ir às urnas no domingo. Tem coisas esclarecedoras. Apesar deste espaço ser meu e o resto que se dane, vou me abster de maiores comentários, pra não parecer que estou fazendo campanha. Já tem muita gente dando pitaco e pouquíssima dando informação isenta. Vai aí minha contribuição.
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