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6/19/2005
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6/19/2005 06:46:00 PM |
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Manobras obscuras na Câmara ou o Lobby do CREA continua forte
Proposição: PL-2621/2003 Autor: Eduardo Paes - PSDB /RJ Data de Apresentação: 27/11/2003 Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II Regime de tramitação: Ordinária Situação: CEC: Pronta para Pauta.
Ementa: Regulamenta o exercício profissional de Desenhista Industrial, e dá providências.
21/3/2005 Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Designada Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP)
2/6/2005 Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Parecer da Relatora, Dep. Iara Bernardi (PT-SP), pela aprovação.
9/6/2005 Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Apresentação do Parecer Reformulado pela Dep. Iara Bernardi
9/6/2005 Comissão de Educação e Cultura (CEC) - Parecer Reformulado, Dep. Iara Bernardi (PT-SP), pela rejeição.
Curiosamente o parecer da relatora Dep. Iara Bernardi demorou 6 meses para ser definido, e tão logo foi apresentado, magicamente a Deputada mudou de idéia e elaborou outro parecer em 1 semana. E com justificativas infelizes:
há profissionais de destaque no mercado que não possuem a formação exigida no projeto de lei. Exigi-la [...] é limitar o potencial do que é desenvolvido no campo da arte e da estética.
É assustador que, em pleno século xxi, a deputada ainda tenha uma visão deturpada do que seja a profissão, limitando-a ao campo da "arte e da estética", quando Design tem maiores relações com a idéia de projeto para a indústria, produção em série, redução de custos, otimização de recursos, desenvolvimento sustentável, entre outros. Todos de muito maior profundidade e impacto na sociedade do que "arte e estética".
Isso se formos inocentes e assumir que a deputada entendeu tudo errado.
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6/06/2005
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6/06/2005 11:06:00 AM |
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Fazendo coro
Falar sobre a mesma coisa que o blog do irmão poderia ser cretinice, mas dessa vez a redundância é mais do que justificada. O livro "Elementos do Estilo Tipográfico" de Robert Bringhurst é realmente espetacular. O capítulo que relaciona os formatos de página com intervalos musicais é impressionante.
Neste caso, é difícil de resistir a tentação de transcrever trechos do livro. O texto chega a ser poético em alguns momentos:
"(este livro) é o fruto de muitas longas caminhadas pela selva das letras: em parte, um guia de bolso para as maravilhas que ali se encontram; em parte, uma meditação sobre os princípios ecológicos, as técnicas de sobrevivência e a ética que ali vigoram. Os princípios da tipografia, tais como os entendo, não são um conjunto de convenções mortas, mas costumes tribais de uma floresta encantada, onde vozes ancestrais ressoam em toda direção e onde vozes novas passam, indo em direção a formas das quais não há registro"
"A tipografia desenvolve-se como um interesse comum, e não há nela qualquer caminho onde não haja desejos e direções em comum. Um tipógrafo determinado a forjar novas rotas precisa mover-se, assim como outros viajantes solitários, por terras desabitadas, contra o veio do terreno, cruzando os caminhos trilhados por outros no silêncio que precede o amanhecer. O assunto deste livro não é a solidão tipográfica, mas as estradas velhas e viajadas que passam pelo coração da tradição: cada um de nós é livre para segui-las ou não, e podemos nelas entrar ou delas sair quando quisermos - se ao menos soubermos que estão lá e tivermos uma noção de onde nos levarão."
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