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8/25/2004 11:28:00 AM |
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de Finibus Bonorum et Malorum
Contrary to popular belief, Lorem Ipsum is not simply random text. It has roots in a piece of classical Latin literature from 45 BC, making it over 2000 years old. Richard McClintock, a Latin professor at Hampden-Sydney College in Virginia, looked up one of the more obscure Latin words, consectetur, from a Lorem Ipsum passage, and going through the cites of the word in classical literature, discovered the undoubtable source. Lorem Ipsum comes from sections 1.10.32 and 1.10.33 of "de Finibus Bonorum et Malorum" (The Extremes of Good and Evil) by Cicero, written in 45 BC. This book is a treatise on the theory of ethics, very popular during the Renaissance. The first line of Lorem Ipsum, "Lorem ipsum dolor sit amet..", comes from a line in section 1.10.32.
As origens do lorem ipsum reveladas...
Tem também aqui.
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8/19/2004
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8/19/2004 02:39:00 PM |
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Um cafezinho no botequim
Conversando com uma amiga percebi a importância que alguns costumes tipicamente cariocas têm na cultura nacional. O cafezinho no boteco, que tem entre seus adeptos representantes das mais distintas classes sociais, foi responsável por um dos momentos decisivos da música de nosso país.
Foi justamente por conta de um cafezinho que Cartola, o "príncipe do samba urbano carioca", foi redescoberto por Sérgio Porto.
"Na década de 40, aos 38 anos de idade, contraiu meningite e ficou impossibilitado de continuar a trabalhar por um longo tempo. Deolinda (sua mulher) havia morrido e ele deixa o Morro da Mangueira, afastando-se do mundo do samba, por cerca de dez anos. Consegue trabalhos modestos, como o de lavador de carros e vigia de edifícios. Era esse o seu ofício, em meados dos anos 50, num edifício em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Numa noite de 1956, em que resolveu beber um café num botequim próximo ao edifício onde trabalhava, encontrou o escritor Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) que imediatamente o reconheceu. Ao ver o compositor naquele macacão, molhado, o escritor decidiu ajudá-lo.
Cartola então era dado como desaparecido ou mesmo morto, por muitos de seus conhecidos e admiradores. O reencontro com Sérgio Porto foi definitivo para a retomada de sua carreira como músico e compositor."
Vale ler a biografia no Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
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8/10/2004 10:42:00 AM |
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Ama teu vizinho como a ti mesmo
Uma nova pitfamília atacou, anteontem à noite, no Rio. Pai, mãe e dois filhos, um deles menor, agrediram juntos um casal dentro do prédio de classe média-alta onde vivem, na Rua Timóteo da Costa 297, no Alto Leblon. A agressão se deveu à reclamação dos vizinhos pela demora do elevador. Este novo ataque em família ocorreu menos de um mês depois de o médico Luiz Claudio Azevedo, a mulher e a filha espancarem um guarda municipal que os multara em Niterói.
Quando os vizinhos tornam-se ameaça a segurança das famílias, o que mais pode ser feito? A decadência da sociedade é representada pela ascensão da violência, o culto irracional à forma, a lei do Gerson, Sergios Nayas livres, Helios Delmiros presos...as perspectivas sinistras que desenhamos para o futuro dos nossos filhos é assustadora.
Agora é preciso conferir no olho mágico se o corredor está vazio antes de sair de casa.
Veja a matéria completa aqui.
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8/05/2004
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8/05/2004 04:36:00 PM |
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68:destinos
Cinelândia, centro da cidade do Rio de Janeiro. 26 de junho de 1968. Passeata dos Cem Mil, em plena ditadura.
O instantâneo de Evandro Teixeira registra um dos momentos mais críticos daquela época, "um caso raro de fotografia de multidão em que é possível reconhecer com clareza praticamente todos os rostos das pessoas reunidas ali".
"O projeto 68:Destinos contará a trajetória de vida de 68 pessoas captadas pela lente do fotógrafo na passeata. Ao pinçar daquela imagem 68 rostos e resgatar a história de cada um destas pessoas, a história do Brasil nas últimas quatro décadas também estará sendo contada."
O projeto é muito, muito legal. No site as pessoas poderão se identificar e enviar email para os organizadores, que entrarão em contato para resgatar a história dessas pessoas.
Agora, dizer que "a história do Brasil estará sendo contada" é um pouco promoção demais...A passeata foi no Rio de Janeiro, metrópole que apesar de ser de grande importância no cenário nacional não pode se dizer representativa do país como um todo, talvez das novelas da Globo. Além disso, acredito que na passeata estava apenas um extrato da classe média e muito provavelmente boa parte do movimento estudantil.
Agora, por que é que os militares, ainda hoje, tem a cara de pau de chamar o golpe de revolução?
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8/05/2004 02:12:00 PM |
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Jabá com girimum
"Não fosse o flagelo do jabá, a vasta riqueza, diversidade e qualidade pela qual a música brasileira conquistou reconhecimento internacional se imporia naturalmente aos meios de comunicação nacionais. A quantidade de CDs vendidos aumentaria, ainda que o número de peças por título, dos campeões de vendas, reduzisse. A diversidade de opções desestimularia a pirataria, que só viceja em ambiente de demanda altamente concentrada. Nosso sobrecarregado aparato policial poderia concentrar-se em prioridades de mais elevado coturno. A poderosa Warner Music Brasil (R$ 170 milhões de faturamento anual) não precisaria continuar submetida à vexatória situação de ter um cast composto por apenas 14 artistas ? entre bons, regulares, ruins e péssimos. A BMG poderia substituir astros do naipe de Louro José e Swing & Simpatia por algo mais consistente. O nosso preclaro amigo Dudu Nobre não teria que passar pelo constrangimento de dividir seu disco com os bambas Gabriel O Pensador, Arnaldo Antunes, MV Bill, nem reivindicar influências do Cazuza, no programa da Gabi."
Interesante artigo sobre a vergonha nacional do jabá, que nos restringe a ouvir músicas iguais e medíocres dos mesmos compositores, apadrinhados das grandes gravadoras, enquanto os artistas nacionais tem que se virar pelas gravadoras independentes, chegando a descabimentos financeiros como o que sofreu o grande músico Helio Delmiro recentemente.
Leia o artigo na íntegra.
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8/02/2004
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8/02/2004 01:02:00 PM |
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Fora por uma semana: a violência do Rio parece cada vez pior
Estive de férias por uma semana. Passeio pelo circuito das águas, sul de minas...andar a cavalo, dormir depois do almoço, vida pacata e saudável.
Chegando ao Rio, o balde de água fria, a realidade nua e crua do Rio de Janeiro, a cidade sitiada e dominada pelo medo: ao descer da linha vermelha e tentar pegar a entrada da ponte, tive que seguir em frente...vários carros dando marcha-ré no viaduto, pisca alerta ligados. Medo, insegurança...o que diabos estava acontecendo pras pessoas darem marcha-ré num viaduto em curva, numa pista de alta velocidade?!?! Gritos no carro, medo, insegurança, impotência...as crianças chorando pela tensão que se instaurou, minha mulher gritando "Segue em frente! Segue em frente!".
Peguei pra São Cristóvão, tinha uma blitz da polícia civil...pensei em parar pra avisar, mas a figura dos policiais de fuzil na mão em plena avenida não é exatamente a de pessoas com a missão de nos proteger. Novamente o medo nos faz seguir em frente, medo da própria instituição falida e corrompida que se tornou a polícia do Rio de Janeiro. Eles até seguiram em frente, talvez avisados do problema que estava acontecendo na entrada pra ponte, quem sabe?
Hoje, ao fazer a atualização dos blogs dos amigos fico sabendo da estúpida, porém típica, violência que houve com o Fervil. Tornou-se rotina no Rio de Janeiro: fugir ou reagir a assalto resulta em morte.
Fernando Vilela, um dos fundadores da pioneira lista de discussão wirelessbr, profissional reconhecido e um dos responsáveis pelos caminhos que o Brasil trilhou na era digital.
Por quanto tempo mais ainda iremos aguentar isso? Enquanto isso, neste exato momento, ouço da janela mais uma vez uma centena de carros da polícia enfileirados no monumento dos pracinhas, sirenes ligadas, em algum evento de marketing daqueles que foram eleitos para reverter essa situação, o casal radialista e trambiqueiro. Como se viatura fosse sinônimo de combate a violência. Será que o povo vai aprender a votar algum dia?
Uma vez me disseram que os mocinhos sempre vencem no final...mas parece que o final está demorando demais pra chegar e os bandidos estão ganhando de lavada.
Pra quem quiser ler os últimos pensamentos: Blog do Fervil
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