Indústria fonográfica - R.I.P
October 22, 2007 3:56 pm
categories:
Business, Life Style, Music, World
Dando continuidade aos posts anteriores sobre o panorama atual da Indústria fonográfica, depois do Radiohead lançar seu álbum na internet, a dúvida que restava era: alguém iria pagar alguma coisa? Ou melhor, os caras iriam ganhar algum dinheiro?
Apesar de a distribuição P2P ter sido quase metade dos downloads através do site no mesmo período, os caras ainda conseguiram se sair bem. De acordo com o site Valleywag, dois dias após o “lançamento” do CD, 1.2 milhões de downloads oficiais já haviam sido feitos. E, pasmem, as pessoas estavam pagando entre $5 a $8. O que dá uma estimativa, por baixo, de 6 milhões de dolares. Direto para os bolsos da banda, sem passar por nenhuma gravadora.
Só reforça o que eu disse antes…se as gravadoras insistirem nesse modelo falido de controle e monopólio, vão terminar vendendo CDs no largo da carioca. Coisa que aliás o Agnaldo Timóteo já faz há muito tempo.
No Greener Apple
October 15, 2007 4:28 pm
categories:
Business, Technology, World
Steve Jobs afirmou que a Apple estava a frente de seus concorrentes quando o assunto era impactos ao meio-ambiente.
Pois o iPhone mostrou-se um produto pior do que os da concorrência. O Greenpeace abriu um iPhone e encontrou diversos materiais nocivos ao meio-ambiente. Materiais que já não são utilizados pela Nokia, Motorola e Sony-Ericsson.
O antagonismo da indústria fonográfica
October 5, 2007 12:21 pm
categories:
Arts & Culture, Business, Life Style, Music, World
Hoje li duas notícias interessantes sobre a indústria fonográfica. Notícias antagônicas, dando um panorama bastante curioso do dilema que a indústria vive.
A primeira tratava da condenação de uma mulher nos EUA a pagar uma multa de U$222 mil por compartilhar seus mp3 via Kazaa. Assustador e medieval. Como a matéria do G1 fala, a americana terá boa parte do seu salário comprometida pro resto de sua vida pra conseguir pagar essa multa. E esse dinheiro não fará a menor diferença para as gravadoras. É mais uma atitude terrorista das gravadoras do que uma real necessidade de ressarcimento. Mostra a indústria fonográfica arcaica, mercantilista e corporativa que todos conhecemos, que quer manter tudo do jeito que era desde a época dos Beatles, como se o mundo não tivesse mudado esse tempo todo.
A segunda notícia é sobre o Radiohead, uma banda inglesa, que disponibilizou para download uma das músicas do seu novo disco. O detalhe: o preço quem decide é o próprio usuário no momento do check-out, podendo inclusive ser de £0.00 se ele assim desejar. É o outro lado da indústria, dos artistas criativos que já entenderam que o mundo mudou e que eles devem acompanhar as mudanças. Temos inclusive o nosso exemplo brasileiro, Gilberto Gil, que também já colocou música do seu último disco para download gratuito, e nos shows avisa: “Filmem, gravem tudo à vontade, e botem no YouTube”.
Particularmente acredito que as gravadoras só fazem isso porque tem consciência que vivem de empurrar lixo goela abaixo das pessoas, através de imensas campanhas de marketing e jabá, criando sucessos e bandas descartáveis, uma após a outra. Essas com certeza, em um ambiente livre, não sobreviveriam.
Acredito que se houver qualidade, não tem risco. E pelo visto Radiohead e Gil também estão seguros disso. Resta saber o quanto as gravadoras teimarão em resistir às mudanças. Já temos o exemplo do filme Tropa de Elite, que vai à prova dos nove agora nesta sexta-feira, cuja bilheteria vai dizer se a distribuição livre realmente traz prejuizos à indústria. Eu duvido.
ps.:Neumann acaba de me informar que todas as músicas do Radiohead estão disponíveis para download. Segue aqui.
Made in china
September 27, 2007 11:14 pm
categories:
World
Difícil encontrar um brinquedo a venda hoje no Brasil e nos Estados Unidos que não seja produzido na China. Mas a discreta frase “made in china” não reflete o tamanho da indústria chinesa de brinquedos. Esta sensacional série fotográfica revela o dia-a-dia dos trabalhadores chineses. É assustador ver que, apesar de toda evolução tecnológica, o trabalho em grande parte ainda é bem artesanal, e aparenta ser dos mais duros.
Via Dashing
Cultura de massa e o porco imperialista
March 14, 2007 11:51 am
Patrícia Kogut escreveu na sua coluna: Na última sexta, quando a Globo.com transmitia simultaneamente a disputa pela liderança no “BBB” e a visita do presidente Bush a São Paulo, a audiência do portal bateu seu recorde. Foi o maior consumo de link (quantidade de informações trafegadas pela rede em um único segundo) registrados por um site na história da internet brasileira.
E veja que impressionante: o número de acessos foi tão alto que as próprias redes de internet das operadoras de telecomunicações (Telemar, Telefônica, Brasil Telecom etc.) chegaram perto dos seus limites.
Ou seja, o povo gosta mesmo é de lixo…seja acompanhando um programa de cultura de massa bem lixento, seja acompanhando um porco imperialista passeando pelos trópicos e fazendo uma tremenda lambança no trânsito de SP.

