Nem São Jorge salva…o plágio
October 18, 2007 2:48 pm
categories:
Music
O plágio que Rod Stewart fez da música Taj Mahal parece que foi esquecido por Jorge Ben.
Só isso pode explicar o fato da música Líder dos Templários, do mesmo Jorge Ben (agora BenJor), Jorge Aragão, Jorge Mautner e Jorge Vercilo, tomar emprestado a melodia do refrão da música Dance and shake your Tambourine, de 1977, da Universal Robot Band.
Feio, né não?
A repercussão do Radiohead
1:10 pm
Dando continuidade ao post anterior sobre a indústria fonográfica, um fato que vale registrar: que o Radiohead foi a banda de maior audiência durante a semana no Last.fm. Desbancou Beatles, Red Hot Chili Peppers, e Coldplay. Ou seja, dos clássicos às bandas da moda. Ganhou tanto no nº de ouvintes como no nº de execuções, sendo esta última métrica quase 4x superior.
Sobre a tal mulher que foi processada por baixar e distribuir músicas, está tentando diminuir a multa. Vamos ver.
Para os que acham que o Last.fm não traz um universo representativo, recomendo rever o video do Rafinha 2.0. Será que o pessoal das gravadoras conhece o Rafinha?
O antagonismo da indústria fonográfica
October 5, 2007 12:21 pm
categories:
Arts & Culture, Business, Life Style, Music, World
Hoje li duas notícias interessantes sobre a indústria fonográfica. Notícias antagônicas, dando um panorama bastante curioso do dilema que a indústria vive.
A primeira tratava da condenação de uma mulher nos EUA a pagar uma multa de U$222 mil por compartilhar seus mp3 via Kazaa. Assustador e medieval. Como a matéria do G1 fala, a americana terá boa parte do seu salário comprometida pro resto de sua vida pra conseguir pagar essa multa. E esse dinheiro não fará a menor diferença para as gravadoras. É mais uma atitude terrorista das gravadoras do que uma real necessidade de ressarcimento. Mostra a indústria fonográfica arcaica, mercantilista e corporativa que todos conhecemos, que quer manter tudo do jeito que era desde a época dos Beatles, como se o mundo não tivesse mudado esse tempo todo.
A segunda notícia é sobre o Radiohead, uma banda inglesa, que disponibilizou para download uma das músicas do seu novo disco. O detalhe: o preço quem decide é o próprio usuário no momento do check-out, podendo inclusive ser de £0.00 se ele assim desejar. É o outro lado da indústria, dos artistas criativos que já entenderam que o mundo mudou e que eles devem acompanhar as mudanças. Temos inclusive o nosso exemplo brasileiro, Gilberto Gil, que também já colocou música do seu último disco para download gratuito, e nos shows avisa: “Filmem, gravem tudo à vontade, e botem no YouTube”.
Particularmente acredito que as gravadoras só fazem isso porque tem consciência que vivem de empurrar lixo goela abaixo das pessoas, através de imensas campanhas de marketing e jabá, criando sucessos e bandas descartáveis, uma após a outra. Essas com certeza, em um ambiente livre, não sobreviveriam.
Acredito que se houver qualidade, não tem risco. E pelo visto Radiohead e Gil também estão seguros disso. Resta saber o quanto as gravadoras teimarão em resistir às mudanças. Já temos o exemplo do filme Tropa de Elite, que vai à prova dos nove agora nesta sexta-feira, cuja bilheteria vai dizer se a distribuição livre realmente traz prejuizos à indústria. Eu duvido.
ps.:Neumann acaba de me informar que todas as músicas do Radiohead estão disponíveis para download. Segue aqui.
Receita para lavar a alma e afastar o mau-humor: Paul Potts
September 14, 2007 10:43 am
categories:
Music
Figuras e Histórias do III Festival Nacional de Choro: Seu Eurides
September 6, 2007 12:15 pm
(…) Em eventos com essa característica, sempre surgem grandes histórias e inesquecíveis personagens.
Personagens como Eurides Penha, saxofonista amador de Rio Verde, Goiás, que se mostra disposto a comparecer a todas as próximas edições do Festival. “Seu” Eurides, 66 anos, é agricultor, mas sua grande paixão é a música instrumental brasileira. Tanto que, inconformado com o baixo nível da programação das rádios de sua região, resolveu abrir sua própria emissora, para compartilhar com os 130 mil habitantes de sua cidade um pouco da sua discoteca de cerca de dois mil CDs.
Primeiro tentou conseguir uma licença pelas vias oficiais. Mas desanimou, derrotado pela burocracia. Falou então com um amigo engenheiro e, motivado pelo grande número de rádios piratas em atividade na região, comprou um transmissor de baixa potência e montou uma emissora clandestina em seu próprio escritório. “Todas as rádios só tocavam moda de viola. Eu pensei, isso não está certo. Então fiz um repertório só de música instrumental brasileira. Comecei com meia hora por dia. Não tinha apresentação, não tinha nome, eu não falava nada. Só música. Seis meses depois, ninguém ouvia nenhuma outra rádio”, explica ele.
A rádio sem nome nem apresentador de Eurides ficou cerca de um ano no ar. Foi um sucesso – que ele credita à simples oportunidade dada às pessoas de ouvirem música de qualidade. Até que um dia… “Um dia reparei que todas as outras rádios piratas – todas evangélicas – estavam fora do ar. Achei estranho, mas não liguei. Depois é que me dei conta que a Polícia Federal tinha sido acionada, mas todas as outras rádios evangélicas tinham saído naquele dia, e me deixado pra boi de piranha.”
Quatorze policiais federais armados com metralhadoras fecharam a rua e entraram na casa de Eurides para prendê-lo por causa de sua rádio pirata. “Podem me prender. Vocês são pagos para ser brasileiros, mas eu pago para ser patriota”, foi a sua reação, estendendo os braços à espera das algemas. Dentro da casa, sua filha chorava, enquanto Eurides tentava explicar a ela: um cidadão que só toca música brasileira tem que ir preso, não pode ficar solto. É um crime.
No fim das contas o saxofonista de Rio Verde foi à delegacia prestar depoimento (no qual fez constar que sim, tinha uma rádio ilegal, mas que nunca havia tocado nada além de música brasileira, nunca havia feito propaganda e nem mesmo dito o próprio nome) e teve o equipamento apreendido. Não foi o suficiente para fazê-lo desistir. A última de seu Eurides é uma rádio móvel, que funciona dentro de seu carro, com um pequeno transmissor e as músicas em MP3. “No ano que vem, onde quer que seja o próximo Festival de Choro, vocês vão ter oportunidade de ouvir a rádio ambulante.”
(…)
Vejam a íntergra do texto “Figuras e Histórias do III Festival“, de Nana Vaz de Castro, no site da Escola Portátil de Música.
