Bruno Pinheiro

O Pio da Coruja

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Indústria fonográfica - R.I.P

October 22, 2007 3:56 pm

Dando continuidade aos posts anteriores sobre o panorama atual da Indústria fonográfica, depois do Radiohead lançar seu álbum na internet, a dúvida que restava era: alguém iria pagar alguma coisa? Ou melhor, os caras iriam ganhar algum dinheiro?

Apesar de a distribuição P2P ter sido quase metade dos downloads através do site no mesmo período, os caras ainda conseguiram se sair bem. De acordo com o site Valleywag, dois dias após o “lançamento” do CD, 1.2 milhões de downloads oficiais já haviam sido feitos. E, pasmem, as pessoas estavam pagando entre $5 a $8. O que dá uma estimativa, por baixo, de 6 milhões de dolares. Direto para os bolsos da banda, sem passar por nenhuma gravadora.

Só reforça o que eu disse antes…se as gravadoras insistirem nesse modelo falido de controle e monopólio, vão terminar vendendo CDs no largo da carioca. Coisa que aliás o Agnaldo Timóteo já faz há muito tempo.

3 Comments »

  1. Falta agora o pessoal da indústria cinematográfica se ligar em outros formatos de distribuição. Eu acho que o Tropa de Elite faria bonito se tivessem lançado a tempo um DVD oficial vendido a R$5 em bancas, camelos e sinais de trânsito, nos moldes do que é feito na Nigéria.

    Comment by Daniel Sansao — October 22, 2007 @ 11:49 pm

  2. Daniel, na Nigéria a estória é totalmente diferente: o tipo de produção videográfica deles está mais para You Tube (por sua qualidade técnica) do que para nosso cinema nacional (por nossa herança de excelentes atores, diretores e roteiristas, além da nosso rico baú literário que é referência para as produções de TV e cinema - nem sempre boas, é verdade, mas…). Tudo bem, não somos nem nunca seremos uma Hollywood, mas no mundo todo ninguém é, também. Só a California. O modelo e estética de Bollywood é um pouco diferente, apesar de hoje beberem nas fontes dos ‘blockbusters’ ocidentais (que por sua vez, chuparam os filmes de Kung Fu dos anos 70, vide Tarantino…) Ih, não pára.

    E as gravadoras, que é o tópico do post? Eu também tô querendo ver o que vai acontecer. A Sony Bmg já virou Day1 Entertainment, na busca dos lucros com as receitas de shows e licenciamento das músicas. Foi o caminho que a Madonna resolveu experimentar com sua saída da Warner e novo contrato com a Live Nation, empresa de promoção de shows (não estou a par dos detalhes do contrato, aliás, alguém aí está?). Para os executivos (os não-artistas) parece que acabou o tempo das vacas gordas e garantidas, mas eles não vão querer jogar a toalha. Para os músicos, muita coisa ainda deve rolar: imagino que a distância entre os independentes e os “populares” deva aumentar, mas ao mesmo tempo talvez se abram novos espaços para divulgação daqueles que não estão amparados (?) pelo guarda-chuva das gravadoras. A pergunta: o artista precisa de 50 mil discos vendidos para ser feliz? 100 mil? 5 mil?

    Comment by Marcos Azambuja — October 23, 2007 @ 4:18 pm

  3. [...] Anderson, não só eu mas várias outras pessoas cometeram o mesmo erro de antecipadamente decretar a morte da indústria fonográfica, motivados pelo efeito Radiohead. Com perspicácia, o autor do famoso artigo The Long Tail (e [...]

    Pingback by O Pio da Coruja » Blog Archive » O mestre ensina a ver o macro e não o micro — October 24, 2007 @ 5:48 pm

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