O antagonismo da indústria fonográfica
October 5, 2007 12:21 pm
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Arts & Culture, Business, Life Style, Music, World
Hoje li duas notícias interessantes sobre a indústria fonográfica. Notícias antagônicas, dando um panorama bastante curioso do dilema que a indústria vive.
A primeira tratava da condenação de uma mulher nos EUA a pagar uma multa de U$222 mil por compartilhar seus mp3 via Kazaa. Assustador e medieval. Como a matéria do G1 fala, a americana terá boa parte do seu salário comprometida pro resto de sua vida pra conseguir pagar essa multa. E esse dinheiro não fará a menor diferença para as gravadoras. É mais uma atitude terrorista das gravadoras do que uma real necessidade de ressarcimento. Mostra a indústria fonográfica arcaica, mercantilista e corporativa que todos conhecemos, que quer manter tudo do jeito que era desde a época dos Beatles, como se o mundo não tivesse mudado esse tempo todo.
A segunda notícia é sobre o Radiohead, uma banda inglesa, que disponibilizou para download uma das músicas do seu novo disco. O detalhe: o preço quem decide é o próprio usuário no momento do check-out, podendo inclusive ser de £0.00 se ele assim desejar. É o outro lado da indústria, dos artistas criativos que já entenderam que o mundo mudou e que eles devem acompanhar as mudanças. Temos inclusive o nosso exemplo brasileiro, Gilberto Gil, que também já colocou música do seu último disco para download gratuito, e nos shows avisa: “Filmem, gravem tudo à vontade, e botem no YouTube”.
Particularmente acredito que as gravadoras só fazem isso porque tem consciência que vivem de empurrar lixo goela abaixo das pessoas, através de imensas campanhas de marketing e jabá, criando sucessos e bandas descartáveis, uma após a outra. Essas com certeza, em um ambiente livre, não sobreviveriam.
Acredito que se houver qualidade, não tem risco. E pelo visto Radiohead e Gil também estão seguros disso. Resta saber o quanto as gravadoras teimarão em resistir às mudanças. Já temos o exemplo do filme Tropa de Elite, que vai à prova dos nove agora nesta sexta-feira, cuja bilheteria vai dizer se a distribuição livre realmente traz prejuizos à indústria. Eu duvido.
ps.:Neumann acaba de me informar que todas as músicas do Radiohead estão disponíveis para download. Segue aqui.
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Pingback by Sobre empresas maléficas « Cinemalosofias — October 6, 2007 @ 1:38 pm
[...] continuidade ao post anterior sobre a indústria fonográfica, um fato que vale registrar: que o Radiohead foi a banda de maior audiência durante a semana no [...]
Pingback by A repercussão do Radiohead at O Pio da Coruja — October 18, 2007 @ 1:11 pm
[...] continuidade aos posts anteriores sobre o panorama atual da Indústria fonográfica, depois do Radiohead lançar seu álbum na internet, a dúvida que restava era: alguém iria pagar [...]
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