Dica de leitura
September 26, 2006 8:35 am
Recomendo o post de hoje do William Waack no G1. Muito interessante a análise sobre a atuação dos EUA no oriente médio nos últimos anos. Quase uma aula de história da política contemporânea.
Broadcast yourself
7:23 am
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Technology
O You Tube parece estar começando a usar sua força pra ganhar algum dinheiro. Acaba de estrear uma promoção voltada para bandas novas, seguindo o modelo de sucesso que ficou em evidência no MySpace: focar em música como carro chefe para audiência.
YouTube Underground é um concurso de bandas com particularidades que mostram que o YouTube ainda está ditando tendências (ou continua hype, como gostam de dizer os mais novos).
Os videos das bandas tem que ser feitos através de um celular, utilizando a tecnologia de vídeo da Cingular (AT&T + BellSouth), patrocinador do concurso. Ou seja, custos de produção praticamente zero. Utilizando a linguagem da garotada (celular e postar na web), com tema de maior audiência de todas: música, bandas, produção independente. O concurso tem tudo pra dar certo. E o mote não poderia estar mais apropriado e instigante: Thousands will Enter. Millions will Vote. Four will Win.
Os prêmios são bem interessantes para uma banda nova: participar do Good Morning America, da rede ABC; Entrevista em uma revista especializada (não dizem qual); Equipamentos novos da Gibson (uma das melhores marcas de guitarras) para toda a banda; Um tour vip num ônibus da Gibson pela cidade de New York. E obviamente o vídeo da banda na Home do YouTube.
Confira: http://www.youtube.com/underground
11 de setembro
September 11, 2006 12:48 pm
Pois é, hoje é o aniversário do atentado contra as torres gêmeas. Pra mim, marca o dia em que os Estados Unidos da América conseguiram uma desculpa oficial para justificar sua expansão territorial ao redor do mundo, invadindo países a força em nome de uma guerra contra o terror (o discurso dos ditadores só faz sentido para os que os seguem). Marca também o fracasso da ONU enquanto instituição, seguidamente sendo desrespeitada pela potência bélica norte-americana.
Enfim, marca o início de um novo mundo. Um mundo dominado pelo terror sim, mas não impingido pelos países ou organizações terroristas de origem árabe, e sim pelos EUA. Com a política de que os fins justificam os meios e um discurso de retórica, avançam impiedosamente e sem pudor sobre territórios estratégicos (seja militarmente seja por seus recursos naturais), utilizando por vezes Israel como marionete no jogo do oriente médio. Desde o fim da guerra fria os EUA estavam em busca de algum novo inimigo global para justificar sua produção bélica e a expansão de seu território físico/político/econômico.
11 de setembro marca o início da era do terror mundial ao poderio norte-americano.
Bote fé no velhinho, o velhinho é demais!
10:50 am
Pra quem tem mais de 30, vale relembrar o memorável jingle da campanha de 1989 de Ulysses Guimarães à presidência da república.
Nesse mesmo ano teve também um que era bem bacana, do Afif Domingues, o famoso Juntos chegaremos lá.
A eleição de 1989 era a primeira eleição direta desde o golpe militar. Percebe-se um ar ainda meio romantico nas campanhas, reflexo de um povo ainda com esperanças de um futuro melhor pós-repressão. Mas, infelizmente, o que se viu não foi bem isso.
Triste mesmo, pelo menos pra mim que vivi a utopia de construir um país melhor através do PT, é ver o vídeo de campanha do Lula deste mesmo ano, o famoso Lula-lá. Hoje, o máximo que poderíamos cantar seria um Lula-lau.
Estes e outros estão na página de jingles de campanha que O GLOBO ONLINE colocou no ar. Vale conferir.
Custo de oportunidade da política
7:33 am
Sobre o post Política dá dinheiro, um amigo me esclareceu que o Ronaldo Cezar Coelho era banqueiro e vendeu seu banco de investimentos antes de entrar em definitivo pra política.
Comentei com ele e reproduzo aqui o que penso…as pessoas do mercado financeiro, como se sabe, trabalham somente com custo de oportunidade, ou seja, qual investimento trará mais retorno. Tenho pra mim que bancos definitivamente não são mau negócio (alguém já viu banqueiro pobre?). Caramba, quer dizer então que entrar pra política é melhor do que ter um banco? Lavemos a cara, banqueiros não são exatamente pessoas altruístas, pra não dizer o contrário.
Sou só eu que está achando que tem alguma coisa esquisita aí?